Por ELIANA DE OLIVEIRA
Professora da UNIMONTE e UNISANTANA, Psicopedagoga; Doutoranda em Antropologia Social da FFLCH - USP e Pesquisadora do NEINB (Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro da USP)
Veja a integra do artigo no endereço
http://www.espacoacademico.com.br/007/07oliveira.htm"
Identidade, intolerância e as diferenças no espaço escolar: questões para debate
Numa abordagem antropológica, a identidade é uma construção que se faz com atributos culturais, isto é, ela se caracteriza pelo conjunto de elementos culturais adquiridos pelo indivíduo através da herança cultural. A identidade confere diferenças aos grupos humanos. Ela se evidencia em termos da consciência da diferença e do contraste do outro.
Ao longo de nossa história, na qual a colonização se fez presente, a escravidão e o autoritarismo contribuíram para o sentimento de inferioridade do negro brasileiro. A ideologia da degenerescência do mestiço, o ideal de branqueamento e o mito da democracia racial foram os mecanismos de dominação ideológica mais poderosos já produzidos no mundo, que permanecem ainda no imaginário social, o que dificulta a ascensão social do negro, pois este é visto como indolente e incapaz intelectualmente.
A política de branqueamento que caracterizou o racismo no Brasil foi gerada por ideologias e pelos estereótipos de inferioridade e/ou superioridade raciais. A ideologia do branqueamento teve como objetivo propagar que não existem diferenças raciais no país e que todos aqui vivem de forma harmoniosa, sem conflitos (mito da democracia racial). Além desses aspectos, projeta uma nação branca que, através do processo de miscegenação, irá erradicar o negro da nação brasileira, supondo-se, assim, que a opressão racial acabaria com a raça negra pelo processo de branqueamento. Essa tese é apresentada pelo Brasil ao mundo.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Muita coisa acontece
Podemos ver que essa chamada "juventude alienada", na verdade não é tão alienada assim, uma parcela da sociedade está participando ativamente de debates e discussões sobre temas de grende relevãncia para nossa sociedade.
Infelizente estes temas não aparecem na mídia, que não tem interesse em divulgar os espações de participação da sociedade.
Infelizente estes temas não aparecem na mídia, que não tem interesse em divulgar os espações de participação da sociedade.
Agenda 21 e Juventude
Os Coletivos Jovens de Meio Ambiente no Brasil, vêm trilhando desde 2003, caminhos, na formação de Com-Vidas e das Agendas 21 nas Escolas, trabalhando a temática da Agenda 21 em todo o Brasil através do Programa Vamos Cuidar do Brasil. Contudo, considerando o processo de organização do CJs, identificamos a necessidade de aprofundar as discussões sobre sustentabilidade, bem como, articular essas iniciativas junto aos vários formatos e dimensões de trabalho da Agenda 21 (Global, Brasileira, Local, na Escola em parceria com a Coordenação Geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação, na universidade e em temáticas relacionadas, etc).
O fortalecimento dos CJs e sua articulação com o Programa Agenda 21 do Ministério do Meio Ambiente se concretizou com a participação dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente, representados por um membro de cada região do país, no Encontro Nacional da Rede Brasileira de Agendas 21 Locais, realizado entre os dias 15 a 17 de agosto de 2006, em Brasília.
Entre os encaminhamentos desse encontro surgiu a idéia de se editar uma publicação sobre o tema Agenda 21 e a Juventude, apoiada pelo MMA, no sentido de estimular reflexões e diálogos entre a juventude e processos de Agenda 21 Local espalhados pelo Brasil e tantos outros que ainda estão por começar. O diferencial dessa proposta é a elaboração dos textos por jovens que se interessam pelo tema abordado.
A publicação, resultante de um trabalho conjunto da Coordenação do Programa da Agenda 21 do Ministério do Meio Ambiente e da Coordenação Geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação, foi lançada, em 04 de setembro de 2007 pelo Secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental/MMA, Hamilton Pereira, no evento “Educação Ambiental na Educação Aberta”, contou com a participação de representantes do MEC, Secretaria Nacional de Juventude, autores dos artigos, entre outros.
O fortalecimento dos CJs e sua articulação com o Programa Agenda 21 do Ministério do Meio Ambiente se concretizou com a participação dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente, representados por um membro de cada região do país, no Encontro Nacional da Rede Brasileira de Agendas 21 Locais, realizado entre os dias 15 a 17 de agosto de 2006, em Brasília.
Entre os encaminhamentos desse encontro surgiu a idéia de se editar uma publicação sobre o tema Agenda 21 e a Juventude, apoiada pelo MMA, no sentido de estimular reflexões e diálogos entre a juventude e processos de Agenda 21 Local espalhados pelo Brasil e tantos outros que ainda estão por começar. O diferencial dessa proposta é a elaboração dos textos por jovens que se interessam pelo tema abordado.
A publicação, resultante de um trabalho conjunto da Coordenação do Programa da Agenda 21 do Ministério do Meio Ambiente e da Coordenação Geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação, foi lançada, em 04 de setembro de 2007 pelo Secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental/MMA, Hamilton Pereira, no evento “Educação Ambiental na Educação Aberta”, contou com a participação de representantes do MEC, Secretaria Nacional de Juventude, autores dos artigos, entre outros.
Agenda 21 - Escolar
O Programa Agenda 21 na Escola: Elos de Cidadania foi criado, em 2007, com o objetivo debater a temática socioambiental nos colégios estaduais e de estimular o diálogo dessas instituições com as comunidades vizinhas, buscando soluções coletivas e a participação de estudantes, professores e dos demais moradores na vida pública local.
Desses encontros têm surgido diversos projetos (agendas positivas de atuação no próprio bairro ou município). Os exemplos que temos vão desde a implementação de coleta seletiva na unidade escolar até a participação de estudantes e professores em Conselhos Municipais e em Audiências Públicas.
O programa foi composto por três fases. A primeira (2007/2008) capacitou 616 pessoas (308 professores e 308 estudantes) de 154 colégios estaduais, da Secretaria de Estado e Educação (SEEDUC) e da Nova Fundação de Apoio a Escola Técnica (Faetec), em 17 municípios.
Desses encontros têm surgido diversos projetos (agendas positivas de atuação no próprio bairro ou município). Os exemplos que temos vão desde a implementação de coleta seletiva na unidade escolar até a participação de estudantes e professores em Conselhos Municipais e em Audiências Públicas.
O programa foi composto por três fases. A primeira (2007/2008) capacitou 616 pessoas (308 professores e 308 estudantes) de 154 colégios estaduais, da Secretaria de Estado e Educação (SEEDUC) e da Nova Fundação de Apoio a Escola Técnica (Faetec), em 17 municípios.
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